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As expectativas para 2022 no setor de pescados

As expectativas para 2022 no setor de pescados

O setor de pescados aguarda o novo ano com otimismo. Isso fica claro quando observamos alguns dos produtos que a aquicultura nacional produz, como a tilápia, que colhe o resultado claro da organização e da regulamentação pela qual o setor passou nos últimos anos.

Isso traz, para alguns, como o ex-ministro Altemir Gregolin, que organizou recentemente o International Fish Congress, a ideia de que o Brasil vai se tornar um ator relevante no cenário internacional no que se refere à produção e à comercialização de pescados.

É importante observar que as empresas, ao se desenvolverem e trazerem novas tecnologias, também puderam se adaptar para ter um aproveitamento da economia de escala, com uma produção que permite a diluição de custos e, com certeza, uma possibilidade de tornar o preço competitivo internacionalmente.

Também vale lembrar que, mesmo com o desaquecimento econômico, o mercado interno tem se mostrado com um crescimento sólido, principalmente com o estímulo ao consumo de pescados por motivos ligados à saúde e à nutrição adequada.

Porém, como nem todos os players do segmento estão passando por esse momento de expansão, é necessária uma ação coordenada para que se alcance também novas tecnologias e capacidade de escala para produtos que já se mostram viáveis, como o camarão, e também para os que ainda estão começando seu desenvolvimento, como o tambaqui.

Então, ao olhar para o próximo ano, é possível enxergar uma possibilidade de crescimento tanto devido ao mercado internacional, que tem ainda um aspecto positivo com o câmbio, quanto ao consumo interno, que demandará ainda mais no momento da retomada. Por isso, é fundamental organizar, formalizar a cadeia produtiva e aproveitar o imenso potencial de produção de pescados no Brasil para dar conta de forma competente às oportunidades de desenvolvimento.

Afinal, ainda segundo o ex-ministro Gregolin, “o pescado é uma proteína nobre, extremamente saudável para a qualidade de vida das pessoas e muito mais sustentável para o planeta. Seguramente, será cada vez mais valorizada e atrairá cada vez mais investimentos. E o Brasil é a bola da vez, pois tem as condições naturais para isso, tem a produção da matéria-prima necessária para rações e tem o conhecimento acumulado no agro que colocou o Brasil como um dos maiores produtores e exportadores mundiais de alimentos. Associado a isso, o Sudeste asiático, que produz 89% da aquicultura mundial, segundo a FAO, reduzirá o ritmo de crescimento pela metade na próxima década, por razões ambientais, de falta de áreas para expansão e matéria-prima para rações. Enfim, muitos fatores conspiram a favor do Brasil. Basta fazermos as nossas lições de casa”.

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