As expectativas para 2022 no setor de cárneos
O novo ano vai começar com a expectativa de que haja um crescimento ainda maior da produção e da comercialização de carne brasileira. Mesmo com a crise econômica pela qual o país passa, o mercado internacional tende a ser mais uma saída para que a nossa carne continue fazendo sucesso.
Várias previsões dão conta que a produção e exportação de carnes de frango e porco do Brasil terminarão 2021 com importantes aumentos, que devem se repetir no ano que vem. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indica que, nesses casos, também haverá um aumento do consumo per capita no mercado doméstico.
A tendência é que os índices de carne suína terão os maiores aumentos, com expectativa de até 6% na produção em 2021 frente a 2020, e mais um aumento de até 4% em 2022. A exportação, por sua vez, tem previsão de alta de até 12% em 2021, para 1,15 milhão de toneladas. Para isso, no entanto, é necessário que se mantenha a produção com qualidade, principalmente para evitar problemas sanitários.
Também há a previsão de um crescimento de até 3,5% na produção de carne de frango do Brasil no final de 2021, e até 4,5% para 2022.
Há ainda para o próximo ano, um movimento importante da participação brasileira no comércio de carne bovina. Segundo o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, mais frigoríficos brasileiros estão habilitados, a partir do final deste ano, a serem seus fornecedores.
Esse é um resultado importante para que haja a retomada depois de quatro anos, quando a Rússia restringiu as vendas de frigoríficos brasileiros (carnes e miúdos de bovinos e suínos), alegando uso do aditivo ractopamina na alimentação dos animais.
Com a expectativa da diminuição da produção nos EUA, também temos a possibilidade de alcançar um resultado ainda maior na América do Norte, demonstrando a nossa qualidade e a capacidade de produção.
O mercado de carnes premium também tende a se fortalecer, repetindo o resultado dos últimos anos, segundo o site Agrolink, fazendo com que haja ainda mais valorização na produção focada em qualidade, raças e cortes superiores.
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